Mãos em Perigo!

Você sabia que entre as partes do corpo humano mais sujeitas a acidentes estão as mãos? Sim. Elas que são muito utilizadas nas mais diversas atividades do cotidiano e também são as que menos recebem atenção dos trabalhadores quanto à prevenção de acidentes.

 

A constatação foi revelada durante a divulgação dos dados da última edição do Anuário Estatístico da Previdência Social (AEPS-2013), que indicam a mão e o pé como as partes do corpo com maior incidência de acidentes.

 

Entre os ferimentos mais frequentes que podem atingir as mãos estão: os cortes, os  esmagamentos, as amputações, as queimaduras e as abrasões. Cada um deles pode ser mais ou menos grave.

 

O documento da Previdência Social separa “acidentes de trajeto” e “doenças de trabalho”. E os membros superiores, o ombro, o dorso (inclusive músculos dorsais, coluna e medula espinhal) aparecem como sendo as partes do corpo mais incidentes entre as doenças de trabalho. No caso dos acidentes de trajeto, as partes do corpo mais atingidas foram múltiplas, joelho e pé.

 

CUSTOS DIRETOS E INDIRETOS DOS ACIDENTES DE TRABALHO:

 

Os prejuízos para a empresa podem ser contabilizados de duas formas: uma parte é custo direto e a outra, indireto. O direto (ou custo segurado) refere-se ao recolhimento mensal feito à Previdência Social para pagamento do seguro contra acidentes do trabalho. O indireto é o custo não segurado. Os estudos do governo mostram que para cada R$ 1,00 gasto com custo segurado, as empresas gastam R$ 4,00 com custos não segurados. Os custos indiretos que mais impactam as empresas são:

 

• salário dos 15 primeiros dias após o acidente de trabalho;

• assistência médica e transporte médico de urgência;

• interrupção da produção;

• destruição de máquina, veículo ou equipamento;

• danificação de produtos, matéria-prima e outros insumos;

• embargo ou interdição fiscais;

• aumento do prêmio do seguro;

• multas e encargos contratuais;

• investigação de causas e correção da situação;

• pagamento de horas extras;

• atrasos nos cronogramas de produção e de entrega;

• treinamento do substituto;

• perícias trabalhista, civil ou criminal;

• indenizações e honorários legais.

 

Os impactos de um acidente de trabalho para o funcionário são mais do que os problemas financeiros e de saúde. Para aqueles que sofreram acidentes, outros danos também se materializam, como:

 

• cirurgias e remédios;

• fisioterapia e assistência médica;

• sofrimentos físico e mental;

• desemprego;

• marginalização;

• assistência médica adicional;

• diminuição do poder aquisitivo;

• estigmatização do acidentado;

• depressão e traumas;

• desamparo à família;

• dependência de terceiros para acompanhamento e locomoção.

 

A adoção de boas práticas de saúde e segurança no trabalho, além de prevenir doenças e acidentes, evita os imprevistos acidentários, reduz os custos dos encargos trabalhistas e otimiza o conceito e a imagem das empresas.

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Portadores do Futuro

A diretora da Luvas Yeling, Cristina Meilin Yeh, esteve presente no lançamento do projeto “Setores Portadores de Futuro para o Estado do Paraná”, uma iniciativa da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) para construir e engajar o empresariado nos setores e nas grandes tendências de futuro. O fórum, altamente qualifi cado, contou com especialistas técnicos de diversas áreas do setor econômico, que trouxeram tendências e tecnologias emergentes vislumbradas para o futuro.

 

A Luvas Yeling marcou presença com o Sindicato Patronal – Sindivest – que apoia a iniciativa juntamente com outros representantes de sindicatos patronais, empresários, instituição de ensino e especialistas do setor. Foi realizada uma tabulação da atratividade e da facilidade de implementação dessa tendência na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

 

No fim do evento, foram elencados 14 setores prioritários que são portadores de futuro e têm grande potencial de investimento na RMC. Com base nisso, o projeto pretende detectar os novos rumos da indústria paranaense, visando ampliar os diversos setores industriais do Estado e, principalmente, detectar quais as áreas que poderiam aumentar as possibilidades de crescimento.

 

Para Cristina Yeh, a iniciativa foi muito importante para o Setor do Vestuário e Têxtil entender a  sua participação no futuro e dos setores portadores de futuro, pois, quando as tendências  tornam-se reais, todo o paradigma atual do mundo de negócios se transforma. “Dessa forma, a participação da Luvas Yeling também é de grande valia, pois aumentamos a nossa visão do futuro. Com isso, podemos redefinir questões estratégicas para estarmos prontos para atender aos setores portadores de futuro no que se refere à segurança, à proteção e à saúde do trabalhador”, afirma.

 

Uma publicação oficial dos dados angariados nesse estudo prospectivo deve ser divulgada em julho deste ano, apresentando quais serão as áreas industriais para a próxima década.

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Acidentes de trabalho têm sido uma das maiores causas de invalidez e incapacitação de trabalhadores no Brasil.

O artigo 19 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, apresenta o acidente de trabalho sendo aquele que ocorre no exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados especiais. Pode provocar lesão corporal ou perturbação funcional que cause morte, perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho, seja ela causada por acidente típico ou por doenças ocupacionais.

 

Em outras palavras, é algo ruim que afeta tanto a vida dos trabalhadores quanto a dos empregadores, podendo ser amenizada e resolvida se houver a atuação, o interesse e a dedicação de ambos. É necessário que haja, em uma ponta, por parte da empresa,  investimentos em Equipamentos de Segurança Individual (EPIs) e Coletivo (EPCs) para uso dos trabalhadores e outras ações educativas. E, na outra ponta, o comprometimento e o cuidado do trabalhador quanto ao uso correto e diário dos Equipamentos de Segurança em seu ambiente de trabalho.

 

Assim, todos perdem diante dos acidentes de trabalho e dos afastamentos: o empregado, o empregador e a sociedade como um todo. Os impactos vão desde o socorro e as medicações, as intervenções cirúrgicas, a ocupação dos leitos dos hospitais, além dos benefícios previdenciários obrigatórios. O Brasil também é prejudicado pela redução da população economicamente ativa, pelo aumento da taxa securitária e também pelo aumento de impostos e taxas. Isso porque os acidentes de trabalho atingem principalmente as pessoas na faixa etária de 20 a 30 anos, justamente quando estão em plena condição física, de acordo com as estatísticas da Previdência Social.

 

Mesmo com os esforços do governo, de empresas, entidades e profissionais da área de Saúde e Segurança do Trabalho em adotar medidas preventivas, o Brasil retrocedeu na prevenção de acidentes: mais de 717 mil acidentes e 2.797 mortes, conforme dados do Anuário Estatístico da Previdência Social – AEPS.

CUSTOS E PERDAS

Os custos de manter um colaborador afastado ou perdê-lo ainda são maiores que o investimento em EPIs, EPCs e treinamentos de conscientização e segurança. Por isso, os empregadores são orientados a rever em suas empresas o planejamento voltado à proteção dos trabalhadores. Além disso, a empresa pode responder civil e criminalmente por danos e lesões aos trabalhadores. Na ocorrência de negligência, imperícia ou imprudência, ela responde como pessoa física e jurídica. Por isso, é aconselhado que o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) se documente quanto às medidas preventivas, devendo sugerir aos gestores a adoção de medidas para eliminação e/ou a amenização dos riscos existentes no ambiente de trabalho, visando resguardar a integridade física de seus trabalhadores.

 

A lei determina que a empresa é a responsável pela adoção e pelo uso das medidas coletivas e individuais de proteção e segurança da saúde do trabalhador, devendo prestar informações pormenorizadas dos riscos da operação a executar e do produto a manipular. Cabe ainda à empresa “cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho e instruir os empregados, por meio de ordens de serviços, quanto às precauções a tomar no sentido de evitar acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais, devendo inclusive punir o empregado que, sem justificativa, recusar-se a observar as referidas ordens de serviços e a usar os Equipamentos de Proteção Individual fornecidos pela empresa”, de acordo com os artigos 157-158 da Consolidação das Leis de Trabalho (CLT).

 

O diretor da Luvas Yeling, João Paulo Yeh, esclarece que há diversas maneiras de serem aplicadas penalidades às organizações que colocam a segurança dos funcionários em risco. “As perdas se iniciam para a própria empresa, que, em caso de acidente de trabalho, perde o trabalho do acidentado até sua recuperação (esse custo é muitas vezes negligenciado pelas empresas). Esse custo inclui reposição do trabalhador, custos de tratamento, perda produtiva, horas extras, máquinas paradas, entre outros”.

 

Empresas com longo e alto histórico de acidentes também são mais alvos de fiscalizações do Ministério do Trabalho e das Delegacias Regionais de Trabalho, por meio de denúncias, por alto índice de CATs – Comunicado de Acidentes de Trabalho – ou por seu ramo de atividade ser de alto risco de acidentes de trabalho.

 

Já para o trabalhador e sua família, fica complicada a situação de lidar com a invalidez ou até com a morte. A família precisa readequar seu orçamento, pois terá dificuldades financeiras diante da necessidade de gastos, como compra de medicamentos, tratamento, locomoção, além de ter que se adequar ao cotidiano do acidentado – que pode até ficar incapaz de se cuidar. Isso sem contar a dor emocional em relação ao parente que está inválido ou enfermo.

 

PREVENÇÃO

A prevenção aos acidentes do trabalho é a ferramenta mais importante para evitar a incapacitação de trabalhadores, além de ser a melhor e mais barata alternativa sempre, mesmo que muitas empresas não entendam a prática como um investimento rentável.

João Paulo Yeh explica que, quanto mais a empresa tornar o ato seguro uma rotina, menores serão as ocorrências de atos inseguros.“Ela pode iniciar a prevenção com uma atuação efetiva e preventiva do SESMT e da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes). Além disso, funcionários devem ser constantemente treinados e conscientizados (e as boas ações de segurança devem ser sempre reconhecidas)”, esclarece. “Outras ações, como DDS (Diálogos Diários de Segurança), envolvimento das altas gerências, uso de EPIs adequados ao risco em exposição, a aplicação de EPCs e a sinalização correta, auxiliam na redução dos índices de acidentes do trabalho”, complementa.

 

Outro ponto relevante sobre a prevenção é a observação dos incidentes para que os projetos e programas de prevenção se tornem cada dia mais eficientes. “Quando acontece um acidente, é fundamental realizar um estudo das causas desse acidente e impor melhorias imediatas para que não aconteça novamente. Não se trata de averiguar de quem é a culpa, mas minimizar os impactos desse acidente para a empresa, para a família do acidentado e, principalmente, para o acidentado”, orienta João Paulo.

 

Segundo o especialista, algumas mudanças na rotina de trabalho, entretanto, também podem minimizar os efeitos nocivos que a própria rotina de algumas profissões ocasiona. De acordo com João Paulo, é comum em muitas empresas a prática da ginástica laboral para prevenir a LER – Lesão por Esforço Repetitivo – por exemplo. Há empresas que oferecem também  academias, cinema no horário do almoço e palestras sobre qualidade de vida, melhorando comprovadamente a produtividade do trabalhador.

 

O investimento em ações preventivas é uma alternativa válida para as empresas que não querem arcar com altos custos de afastamento, invalidez ou morte de um colaborador. Com essa atitude, elas só terão ganhos desde o início. “Empresas sérias e preocupadas com a segurança já perceberam, pelo histórico e pelos custos, que é muito mais barato investir em segurança do trabalho (treinamentos, conscientização, diálogos de seguranças, CIPA, SESMT, EPIs, EPCs, entre outros) do que arcar com custos de acidentes, afastamentos, processos trabalhistas, autuações e outras penalidades possíveis. Além disso, funcionários conscientes dos riscos também se tornam mais produtivos sempre”, explica João Paulo Yeh.

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